ECOS DA EDUCAÇÃO POPULAR: EDUCADORAS NEGRAS NA EJA E NA LITERATURA ACADÊMICA
Palavras-chave:
Educação de Jovens e Adultos., Relações Étnico-raciais., Educadoras Negras., Literatura Acadêmica., Montes Claros.Resumo
Faz-se necessário abordar o papel da história e da cultura em relação às dificuldades e desafios enfrentados pelas mulheres negras, em especial nos espaços educacionais, os quais demarcam a lógica patriarcal, racista e capitalista. Nesse sentido, esse estudo objetivou visibilizar vozes a partir da pesquisa sobre a EJA e Educadoras Negras na Literatura Acadêmica. Para tanto, adotou a metodologia da revisão bibliográfica, fundamental para a compreensão deste vasto universo teórico e conceitual que compreende as questões de gênero e relações étnico-raciais, envolvidas nas dimensões da educação de jovens e adultos, recorrendo à análise das teses de doutorado e dissertações de mestrado do banco de dados da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) e em repositórios. Como resultados a pesquisa demonstrou que há sobre a temática, entretanto, é importante a continuação dessas produções científicas com a intenção de fazer a sociedade pensar sobre o assunto e apontar políticas públicas para esse grupo social.
Referências
ALENCASTRO, Luiz Felipe de. A economia política dos descobrimentos. In: NOVAES, Adauto (Org.). A descoberta do homem e do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 193-207.
BIBLIOTECA DIGITAL BRASILEIRA DE TESES E DISSERTAÇÕES. Acesso e visibilidade às teses e dissertações. 2025. Disponível em: Acesso em 18 jan. 2025.
BEAUVOIR, Simone. O segundo sexo: a experiência vivida. Vol. 2. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999.
CARNEIRO, Sueli. Racismo, sexismo e desigualdade social. São Paulo: Selo Negro, 2011.
COSTA, João Batista de Almeida; OLIVEIRA, Cláudia Luz de (Org.). Cerrado, gerais, sertão: comunidades tradicionais nos sertões roseanos. São Paulo: Intermeios; Belo Horizonte: Fapemig, Montes Claros: Unimontes, 2012.
CRENSHAW, Kimberly. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Rev. Estud. Fem., n. 10 (1), jan. 2002. https://www.scielo.br/j/ref/a/mbTpP4SFXPnJZ397j8fSBQQ/abstract/?lang=pt. Acesso em: 20 jan. 2025.
FARIA, Sheila de Castro. A colônia brasileira: economia e diversidade. São Paulo: Moderna, 1997.
FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala. 42ed. Rio de. Janeiro: Record, 2001.
GOMES, Nilma Lino. Professoras negras: identidade e memória. Educ. Rev. [online]. 1994, n.18-19, pp.49-58.
GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ. Agência Estadual de Notícias. Censo 2022: proporção de pretos e pardos cresce no Paraná e chega a 34,3%. Santa Catarina, PA, 22 dez. 2023. Disponível em: https://www.aen.pr.gov.br/Noticia/Censo-2022-proporcao-de-pretos-e-pardos-cresce-no-Parana. Acesso em: 18 jan. 2025.
LISBOA, Manuel Gaspar. Universidade Nova de Lisboa. Disponível em: https://www.editoraproprietas.pt/product-page/a-inven%C3%A7%C3%A3o-da-solteirona. Acesso em: 27 dez. 2025.
MAIA, Cláudia. Gênero e historiografia: um novo olhar sobre o passado das mulheres. (2015). Caderno Espaço Feminino, 28(2). Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/neguem/article/view/34172. Acesso em: 22 dez. 2025.
NISHIKAWA, Reinaldo Benedito. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8137/tde-16072015-111650/publico/2015_ReinaldoBeneditoNishikawa_VCorr.pdf. Acesso em: 17 jan. 2025.
PERROT, Michelle. Minha História das Mulheres. Tradução de Ângela M.S. Côrrea. São Paulo: Contexto, 2007.
PRIORE, Mary Del. Sobreviventes e guerreiras: Uma breve história da mulher no Brasil de 1500 a 2000. Planeta Estratégia, 2020.
VAINFAS, Ronaldo. Descobrimento. In: VAINFAS, Ronaldo (Org.). Dicionário do Brasil colonial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
A Revista Multitexto se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores. As provas finais não serão enviadas aos autores. Os trabalhos publicados passam a ser propriedade da Revista Multitexto, ficando a sua reimpressão total ou parcial, sujeito à autorização expressa de sua direção. Os originais não serão devolvidos aos autores. As opiniões emitidas pelos autores dos artigos são de sua exclusiva responsabilidade.
